A Global Sustainable Transition Alliance (GSTA), uma aliança internacional de empresas, organizações não governamentais (ONG), consultoras e fornecedores de ferramentas de avaliação de produtos, está a desenvolver uma norma global para calcular a pegada ambiental dos produtos no setor alimentar e das bebidas.
A iniciativa, lançada em março de 2026 pela Waste and Resources Action Programme (WRAP) e pela Wageningen University & Research (WUR), pretende criar um método comum para quantificar, numa primeira fase, as emissões de gases com efeito de estufa (GEE).
A nova norma procura responder à diversidade de métodos atualmente utilizados pelas empresas para calcular a pegada ambiental dos produtos. De acordo com a GSTA, a utilização de diferentes metodologias e bases de dados pode originar resultados inconsistentes, dificultando a comparação dos impactos ambientais entre produtos e ao longo das cadeias de abastecimento.
O trabalho da aliança pretende estabelecer regras mais específicas e detalhadas para permitir que as pegadas dos produtos sejam comparáveis, independentemente da entidade responsável pelo cálculo. Para esse efeito, a GSTA vai alinhar a metodologia com referenciais internacionais, incluindo o Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), a Science Based Targets initiative (SBTi), a Partnership for Carbon Transparency (PACT), a International Organization for Standardization (ISO) e a Product Environmental Footprint (PEF).
A iniciativa pretende também facilitar a utilização de dados ambientais provenientes de diferentes fornecedores. Segundo Koen Boone, coordenador de Cadeias de Valor Sustentáveis da Wageningen University & Research, as empresas necessitam de dados consistentes dos fornecedores de todo o mundo para calcular o impacto da sua cadeia de abastecimento completa, incluindo as emissões indiretas de âmbito 3.
A criação de um referencial comum deverá, segundo os promotores, reduzir o tempo e os custos associados aos diferentes processos de cálculo e reporte de dados. A harmonização vai permitir ainda dispor de informação mais consistente para identificar as áreas da cadeia de valor onde as medidas de redução das emissões podem produzir maior impacto.
A GSTA conta, entre os seus membros fundadores, com empresas e organizações como a Ahold Delhaize, empresas do Schwarz Group, Mars, Incorporated, Mondra, Mondra Coalition, Global Changer, Inoqo, European Sustainable Food Coalition, Partnership for Carbon Transparency, Systain Coalition, HowGood e Foodsteps.
A aliança tem também o apoio de organizações não governamentais internacionais, entre as quais a Consumers International e a Partnership for Carbon Transparency (PACT), uma iniciativa do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).
A WRAP e a Wageningen University & Research estão agora a convidar outras empresas do setor alimentar e das bebidas, a nível mundial, a aderirem à iniciativa e a participarem no desenvolvimento da futura norma.


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