No primeiro semestre de 2026, a Lipor recebeu cerca de 35 219 toneladas de materiais entregues para reciclagem multimaterial de papel/cartão, plástico, metal e vidro, provenientes da recolha seletiva porta a porta e de proximidade com acesso condicionado, bem como dos Ecopontos e Ecocentros, representando um crescimento de cerca de 2,8% relativamente ao primeiro semestre de 2025.
Nas suas Unidades e Plataformas de Triagem, recebeu 9 073 toneladas de embalagens, registando um crescimento de 2,2% face ao primeiro semestre de 2025.
No caso do papel/cartão, rececionou 13 021 toneladas, o que representa um aumento de 4,7%. Já no vidro, recebeu 11 209 toneladas, menos 0,6% do que no período homólogo.
No âmbito da recolha seletiva porta a porta e de proximidade de biorresíduos, foram recolhidas cerca de 26.556 toneladas, verificando-se uma ligeira variação de -1,2%, comparativamente ao primeiro semestre de 2025. Esta variação resulta de comportamentos distintos entre fluxos: nos resíduos alimentares, rececionou 14.110 toneladas, o que representa um ligeiro aumento de 0,1%, enquanto nos resíduos verdes recebeu 12.446 toneladas, registando uma diminuição de 2,7%.
A produção de resíduos urbanos dos munícipes aumentou 1,9% face ao primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o modelo integrado da Lipor permitiu encaminhar 185.768 toneladas para valorização energética, assegurando a produção de 81 483 MWh de energia elétrica para a rede nacional, gerada na Central de Valorização Energética. Apenas 4 357 toneladas foram depositadas em aterro.
A capitação fixou-se em 117,8 kg por habitante/ano, refletindo o desempenho do sistema na recolha, valorização e reciclagem. O valor da capitação inclui embalagens, papel, vidro, plásticos, sucatas, esferovite e biorresíduos.
A Lipor e os Municípios Associados oferecem aos cidadãos um sistema de gestão que trata os resíduos como recursos, promovendo a partilha de valor, a inovação e a economia circular. Mantêm o foco na prevenção, reutilização, reciclagem, valorização energética, descarbonização e no investimento contínuo em sistemas e infraestruturas cada vez mais modernos, com vista à eliminação progressiva dos aterros. A colaboração ativa dos cidadãos tem sido, e continuará a ser, fundamental para o sucesso deste modelo.
Contudo, os resultados alcançados mostram também uma realidade incontornável: o crescimento da reciclagem começa a exigir um novo impulso. O próximo desafio passa por chegar a um universo mais alargado da população. É necessário envolver quem ainda não recicla de forma consistente e continuar a melhorar a qualidade dos materiais encaminhados. Reciclar mais continua a ser uma prioridade, mas reciclar melhor é igualmente essencial.
Os resultados demonstram que o caminho percorrido tem sido significativo, mas mostram também que o esforço precisa de continuar. Aumentar a recolha seletiva de vidro, papel/cartão, plástico e metal e, de forma muito expressiva, dos biorresíduos, será determinante para cumprir os objetivos futuros.

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