A sustentabilidade, a circularidade e a previsibilidade regulatória estão entre as prioridades da nova secretária-geral da APCV – Cervejeiros de Portugal. Em entrevista à iAlimentar, Carlota Burnay defende uma abordagem integrada aos desafios ambientais, sublinhando a necessidade de conciliar investimento, inovação e competitividade num setor que representa cerca de 2,5% do PIB nacional e sustenta mais de 170 mil postos de trabalho.
Carlota Burnay, secretária-geral da APCV - Cervejeiros de Portugal .
A sustentabilidade faz parte do ADN do setor cervejeiro há várias décadas e constitui um eixo estruturante da gestão das empresas, abrangendo as dimensões ambiental, social e de governação (ESG). A aposta na economia circular sempre esteve presente, refletindo-se na utilização eficiente dos recursos, na valorização e reutilização de materiais e na redução do impacto ambiental. Mas a sustentabilidade vai além da dimensão ambiental: traduz-se também no compromisso com a economia nacional, através da valorização de fornecedores portugueses, da criação de emprego qualificado e do contributo para o desenvolvimento das comunidades locais.
A adoção das melhores práticas nestas áreas contribui para preparar as empresas para o futuro, tornando-as mais eficientes, mais resilientes e mais competitivas. O seu impacto vai muito além da dimensão ambiental: reflete-se também na eficiência operacional, na capacidade de inovação e na disponibilização e promoção de alternativas no portefólio que respondem às novas expectativas dos consumidores. Neste contexto, a APCV – Cervejeiros de Portugal está a atuar em quatro frentes principais.
A primeira passa por reforçar a partilha de conhecimento e boas práticas entre os associados. Somos uma plataforma de convergência para o setor. Não substituímos as estratégias individuais das empresas, mas ajudamos a transformar desafios comuns em respostas coordenadas, tecnicamente sólidas e alinhadas com os compromissos de sustentabilidade.
A segunda consiste em reforçar a representação do setor junto das instituições europeias, através da nossa participação ativa na The Brewers of Europe. Num momento em que a União Europeia está a definir algumas das mais importantes políticas ambientais e económicas para a próxima década, é fundamental garantir que as linhas mestras dessas políticas são proporcionais ao nível do impacto dos investimentos estruturais a realizar pela indústria, operacionalmente exequíveis para as empresas e para as diferentes realidades dos Estados-Membros.
A terceira prioridade passa por continuar a afirmar o setor cervejeiro como um pilar da economia portuguesa. Falamos de uma atividade que sustenta mais de 170 mil postos de trabalho, gera cerca de 2,5% do PIB nacional e tem um impacto muito relevante na agricultura, na indústria, na logística, na restauração, na hotelaria e no turismo. Para que o setor possa continuar a investir em inovação e sustentabilidade, é igualmente importante assegurar condições de competitividade e previsibilidade, incluindo um enquadramento fiscal equilibrado e estável.
A quarta prioridade passa por reforçar a promoção de um consumo responsável, enquanto dimensão essencial da responsabilidade social do setor cervejeiro. Este compromisso traduz-se na defesa de práticas de comunicação responsáveis, na autorregulação do próprio setor, na sensibilização dos consumidores e no diálogo com entidades públicas e parceiros da sociedade civil. Neste âmbito, a Cervejeiros de Portugal integra igualmente o Fórum Nacional Álcool e Saúde (FNAS), contribuindo ativamente para o acompanhamento destas matérias e para a construção de políticas e iniciativas que promovam um consumo responsável.
Neste contexto, o crescimento das opções sem álcool assume particular relevância. Muito antes de esta tendência ganhar maior visibilidade pública, a indústria cervejeira já investia no desenvolvimento desta categoria, oferecendo aos consumidores alternativas que permitem conciliar o prazer e a cultura cervejeira com escolhas moderadas e responsáveis. Note-se que há 30 anos lançávamos as primeiras soluções sem álcool. Mesmo que a experiência não fosse perfeita, fruto da inovação disponível, houve esse entendimento e compromisso com a moderação. Mas hoje, a cerveja sem álcool é uma das áreas mais dinâmicas do setor, tendo registado, em 2025, um crescimento próximo dos 12%, demonstrando que inovação, liberdade de escolha e responsabilidade social podem caminhar lado a lado.
Queremos reforçar o papel da APCV enquanto plataforma de diálogo entre indústria, decisores políticos, academia e restantes parceiros da cadeia de valor. Os desafios da sustentabilidade não se resolvem isoladamente. Exigem cooperação, inovação e uma visão integrada que tenha em conta simultaneamente os objetivos ambientais, económicos e sociais. O desafio agora é garantir que esta trajetória nas diferentes matérias de sustentabilidade continua a evoluir, sem comprometer a competitividade das empresas nem a capacidade de investimento necessária para cumprir as metas ambientais que todos partilhamos.
Os progressos mais relevantes alcançados pelo setor cervejeiro nos últimos anos resultam precisamente da capacidade de integrar a sustentabilidade em toda a cadeia de valor. Um estudo recente realizado pela Nova SBE para a APCV demonstra e assinala que os produtores nacionais de cerveja apresentam um compromisso transversal com a sustentabilidade, que vai muito além do cumprimento das obrigações regulatórias. Falamos de uma abordagem que abrange a gestão da água, a eficiência energética, a incorporação de materiais reciclados nas embalagens, o uso de embalagens retornáveis, a valorização de subprodutos e a colaboração com fornecedores e parceiros logísticos.
Os indicadores são reveladores dessa evolução. Em média, cerca de 40% do volume comercializado pelo setor corresponde a embalagens retornáveis /reutilizáveis – e note-se que em 2024, correspondeu a 50% -, aproximadamente 67% do material incorporado nas embalagens é proveniente de material reciclado e 22,20% da energia consumida tem origem em fontes renováveis, incluindo autoprodução.
O verdadeiro progresso e maior desafio está na capacidade de tornar a sustentabilidade uma responsabilidade partilhada por toda a cadeia de valor: da agricultura, à logística, à distribuição, à restauração, à hotelaria e ao turismo.
A água ocupa um lugar absolutamente central no setor cervejeiro. Não estamos apenas a falar de um recurso da produção, estamos a falar do principal ingrediente da cerveja. Cerca de 93% de uma cerveja é água. Por isso, proteger este recurso é simultaneamente uma responsabilidade ambiental e uma necessidade estratégica para o futuro do setor.
Mais do que definir uma meta única para todas as empresas, acredito que o caminho passa por uma melhoria contínua da eficiência hídrica, pela redução de perdas, pela reutilização de água sempre que tecnicamente possível e pela proteção dos recursos hídricos que sustentam a atividade cervejeira. O desafio não é simplesmente consumir menos água: é utilizá-la de forma cada vez mais eficiente ao longo de todo o ciclo produtivo, garantindo simultaneamente qualidade, segurança alimentar e circularidade.
O setor cervejeiro português parte de uma posição particularmente interessante. Ao contrário do que acontece noutros mercados europeus, Portugal caracteriza-se por um forte consumo de cerveja produzida localmente. Mesmo muitas marcas internacionais presentes no mercado nacional são produzidas em território português. E também, todo o setor, desde as grandes como as PMEs, somos grandes compradores da matéria-prima nacional, tendo uma relação muito próxima com os seus fornecedores e com a economia nacional, desde a agricultura à indústria vidreira, passando pela logística e pela distribuição.
Naturalmente, existem desafios. No caso da cevada, por exemplo, a produção nacional representa atualmente apenas uma parte das necessidades da indústria (cerca de 20%), o que obriga à importação de matéria-prima, sobretudo de mercados próximos como Espanha e França. Ainda assim, procuramos privilegiar cadeias de abastecimento de proximidade, tanto por razões de segurança de abastecimento como pela redução da pegada associada ao transporte.
É precisamente por isso que vemos um enorme potencial no reforço da produção nacional. O setor cervejeiro tem vindo a colaborar ativamente com diferentes entidades da fileira agrícola e participa em iniciativas como a plataforma +CEREAIS, que procura aumentar a produção nacional de cereais e reduzir a dependência externa. Acreditamos que Portugal reúne condições para reforçar a produção de cevada e outras matérias-primas estratégicas, criando valor para os agricultores, para a indústria e para o país.
A cerveja começa muito antes da produção industrial: começa no campo. Por isso, a resiliência da cadeia de valor passa por aproximar a investigação científica, a produção agrícola e a indústria cervejeira, criando condições para reforçar a produção nacional de matérias-primas e reduzir dependências externas sempre que possível. Um bom exemplo desta cooperação é o Comité de Cevada e Malte, uma estrutura setorial que junta os Cervejeiros de Portugal e o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, através do Polo de Elvas.
O papel desta cooperação é particularmente relevante na definição e atualização da Lista de Variedades Recomendadas de cevada dística para malte, publicada de dois em dois anos. Ao integrar estas listas e atualizações em plataformas de inovação e conhecimento do setor cerealífero, o Comité contribui para uma fileira mais informada, competitiva e preparada para responder aos desafios das alterações climáticas.
O setor cervejeiro tem um histórico muito sólido de circularidade, seja na disponibilização de embalagens retornáveis, como barris e garrafas de vidro, seja na valorização de subprodutos.
Existem oportunidades relevantes na valorização de subprodutos do processo produtivo cervejeiro, que podem encontrar aplicações na alimentação animal, na agricultura, na produção de energia ou noutras utilizações de valor acrescentado.
O canal HORECA é particularmente relevante para o setor cervejeiro em Portugal, não apenas pelo peso que representa no consumo de cerveja, mas também pela relevância para o uso de embalagens retornáveis como os barris e garrafas de vidro (grades). Aqui as empresas asseguram sistemas de retorno, dessas embalagens, às suas unidades fabris para higienização, enchimento e volta ao mercado. Completa-se assim um modelo de circularidade.
Ao mesmo tempo, somos um setor profundamente ligado à indústria vidreira nacional, uma cadeia de valor estratégica para o país. O vidro possui uma característica única: pode ser reciclado infinitamente sem perda de qualidade, tornando-se um dos melhores exemplos de circularidade aplicada à indústria alimentar.
Por outro lado, estamos a acompanhar e a fazer parte integrante da implementação do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que permitirá reforçar a recolha e valorização de embalagens de bebidas. Embora as latas representem atualmente uma parcela relativamente reduzida do consumo de cerveja em Portugal, cerca de 11%, este é um formato que tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos, ao nível dos 30%. O SDR poderá desempenhar um papel importante na melhoria das taxas de recolha e reciclagem destes materiais, contribuindo para fechar ainda mais o ciclo dos recursos.
Mas existe uma ideia que considero particularmente importante: antes de pensar em reciclar, devemos pensar em reutilizar. A reutilização continua a ocupar o topo da hierarquia da circularidade e o setor cervejeiro tem uma experiência histórica muito relevante nesta matéria. O desafio dos próximos anos será combinar reutilização, reciclagem de elevada qualidade e inovação tecnológica para continuar a reduzir o desperdício e maximizar o valor dos recursos ao longo de toda a cadeia.
O setor está preparado para participar ativamente nesta transformação, mas não devemos subestimar a sua complexidade. O PPWR representa uma das mais profundas alterações regulatórias das últimas décadas em matéria de embalagens. Embora muitos dos seus efeitos só sejam plenamente visíveis nos próximos anos, as decisões que irão determinar a sua implementação prática estão a ser tomadas agora.
O principal desafio será garantir que os objetivos ambientais são acompanhados por critérios técnicos sólidos e por uma implementação harmonizada entre Estados-Membros. Caso contrário, corremos o risco de criar complexidade adicional sem necessariamente obter melhores resultados ambientais.
Esta preocupação é particularmente relevante porque o regulamento prevê que a Comissão Europeia publique orientações interpretativas sobre determinadas matérias apenas até fevereiro de 2027. No entanto, as empresas europeias estão já hoje a tomar decisões críticas de investimento, adaptação de linhas de produção, reorganização logística e planeamento operacional. Sem orientações claras e atempadas, existe o risco de diferentes Estados-Membros adotarem interpretações divergentes perante situações semelhantes, criando insegurança jurídica e potenciais distorções no funcionamento do Mercado Único.
No caso da cerveja, esta questão assume especial relevância em matérias relacionadas com a logística e distribuição. Determinadas soluções de agrupamento e estabilização de embalagens continuam a desempenhar um papel importante para garantir a segurança, a integridade e o manuseamento eficiente dos produtos ao longo da cadeia de abastecimento. O debate não está em saber se estas soluções devem evoluir no futuro, mas sim em garantir que existe clareza sobre as circunstâncias em que podem ser consideradas necessárias e compatíveis com os objetivos do regulamento.
Outro desafio importante prende-se com a necessidade de flexibilidade na implementação das novas regras de rotulagem e informação ao consumidor, assegurando que estas se adaptam às limitações técnicas dos diferentes tipos de embalagem sem gerar custos desproporcionados para benefícios ambientais ou informativos marginais.
É neste contexto que a APCV, a nível nacional, e a The Brewers of Europe, a nível europeu, têm procurado sensibilizar os decisores para a importância de uma aplicação clara, coerente e exequível do PPWR. Um exemplo concreto é o apelo que estamos a dirigir ao Governo português para que acompanhe o non-paper promovido pela Chéquia, já subscrito por vários Estados-Membros, que solicita clarificação sobre aspetos técnicos do regulamento, nomeadamente em matéria de embalagens agrupadas, soluções de estabilização e logística de distribuição.
Importa assinalar que a questão não é contestar, mas sim, assegurar que as empresas dispõem de orientações claras e atempadas para poderem tomar decisões de investimento, adaptar linhas de produção e reorganizar operações logísticas sem correrem o risco de enfrentar interpretações divergentes entre Estados-Membros.
Defender a sustentabilidade não significa escolher entre ambição ambiental e competitividade. Significa garantir que as medidas adotadas produzem benefícios ambientais efetivos, proporcionais e assentes em evidência, permitindo simultaneamente que as empresas continuem a investir, inovar e criar valor para a economia europeia.
Os investimentos em sustentabilidade serão distribuídos por toda a cadeia de valor. Veremos investimentos significativos em eficiência energética, energias renováveis, reutilização e reciclagem de embalagens, sistemas de rastreabilidade, digitalização industrial e otimização logística.
Mas também acredito que assistiremos a um reforço dos investimentos em modelos de reutilização e sistemas mais eficientes de reciclagem. A circularidade não depende apenas da embalagem: depende da capacidade de a recolher, transportar, higienizar e colocar novamente em circulação de forma eficiente.
Mais do que um indicador ambiental específico, gostaria que, até ao final desta década, o setor cervejeiro fosse amplamente reconhecido como aquilo que já é hoje: um setor estratégico para a economia portuguesa. E esse reconhecimento pode estar intimamente ligado a indicadores ambientais e explico porquê: Um estudo recente da Nova SBE demonstrou de forma muito clara a relevância da nossa atividade. O setor cervejeiro sustenta mais de 170 mil postos de trabalho, gera um impacto económico superior a 7,3 mil milhões de euros e representa cerca de 2,5% do PIB nacional. Trata-se de um dos maiores efeitos multiplicadores da economia portuguesa, gerando aproximadamente 68 postos de trabalho indiretos e induzidos por cada emprego direto criado.
Mas estes números contam apenas parte da história. O setor cervejeiro é também um importante motor para a agricultura, para a indústria transformadora, para a logística, para o comércio, para a hotelaria, para a restauração e para o turismo. É uma cadeia de valor profundamente enraizada no território, composta não apenas por grandes operadores, mas também por um universo crescente de pequenas e médias empresas que investem, inovam e criam riqueza em todo o país.
Por isso, o objetivo que gostaria de ver alcançado é simples: que a relevância económica, social e territorial do setor seja cada vez mais reconhecida nas políticas públicas e no enquadramento regulatório.
A competitividade do setor não depende apenas da capacidade das empresas para investir e inovar. Depende também da existência de condições que promovam previsibilidade, estabilidade e confiança. E essa é uma questão particularmente importante num momento em que as empresas enfrentam simultaneamente desafios relacionados com a transição ambiental, a implementação de nova regulamentação europeia, os custos de contexto e a necessidade de continuar a investir em inovação e sustentabilidade.
É por isso que a APCV tem vindo a defender junto do Parlamento e do Governo a criação de um quadro plurianual de estabilidade para o Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas (IABA). Não se trata apenas de uma questão fiscal; trata-se de criar condições para que as empresas possam planear, investir, modernizar instalações, acelerar projetos de sustentabilidade e reforçar a sua competitividade. Países como Espanha compreenderam a importância desta previsibilidade e mantêm há décadas um enquadramento estável para o setor.
Se queremos um setor mais sustentável, mais inovador e mais competitivo, precisamos também de um enquadramento que permita às empresas olhar para o futuro com maior segurança e capacidade de planeamento. Porque um setor que gera emprego, dinamiza o turismo, apoia milhares de empresas e cria valor ao longo de toda a cadeia económica não deve ser visto apenas como uma fonte de receita fiscal. Deve ser reconhecido como um parceiro estratégico do desenvolvimento económico e social de Portugal.
Existem exemplos muito interessantes em países como Alemanha, Bélgica, Países Baixos ou Dinamarca, sobretudo no que respeita a sistemas de reutilização, recolha de embalagens e integração da economia circular. São mercados que merecem atenção e dos quais podemos retirar ensinamentos importantes.
Contudo, não acredito que a sustentabilidade se faça através da simples replicação de modelos. Cada mercado tem as suas características próprias e Portugal parte também de uma posição muito sólida. O setor cervejeiro português apresenta um longo historial de reutilização de embalagens, forte ligação à indústria vidreira nacional, elevados níveis de incorporação de materiais reciclados e um compromisso crescente com a eficiência hídrica, energética e a valorização de recursos ao longo da cadeia de valor.
A principal lição dos exemplos internacionais mais bem-sucedidos não está necessariamente na tecnologia ou nas metas que adotaram. Está na capacidade de criar ecossistemas colaborativos, onde indústria, consumidores, retalho, academia e poder público trabalham de forma alinhada para atingir objetivos comuns.
Aliás, acredito que existe uma inovação muitas vezes esquecida: a colaboração. Os desafios ambientais são demasiado complexos para serem resolvidos isoladamente. O futuro passa por mais cooperação entre empresas, universidades, produtores agrícolas, distribuidores, decisores públicos e, naturalmente, consumidores.
O desafio para Portugal não é copiar soluções estrangeiras. É continuar a construir um modelo próprio, assente nas boas práticas que já existem, reforçando aquilo que fazemos bem e acelerando a inovação onde ainda podemos evoluir. Sustentabilidade não é uma corrida para chegar primeiro: é um compromisso contínuo de melhoria e de criação de valor para toda a sociedade e de deixar legado para as gerações futuras.

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