A Central de Cervejas e Bebidas inaugurou, na Cervejeira de Vialonga, um sistema de recuperação de energia baseado numa bomba de calor de alta temperatura, num investimento de 33,5 milhões de euros. Desenvolvida em parceria com a Siemens Portugal, a solução permitirá reduzir em cerca de 50% as emissões de dióxido de carbono associadas à energia térmica utilizada no processo de produção de cerveja.
A energia térmica representa cerca de dois terços da energia total consumida nas operações da Cervejeira de Vialonga e é uma das áreas mais desafiantes de descarbonizar. Esta energia é necessária nas diferentes atividades de produção da cerveja e de transformação da cevada em malte, sendo aos dias de hoje maioritariamente obtida a partir de gás natural.
Entre 2017 e 2026, a Central de Cervejas e Bebidas já investiu 135 milhões de euros na transição energética das suas unidades de produção. Esta jornada começou há mais de uma década com a implementação de medidas de eficiência energética, nomeadamente com a instalação de painéis solares nas suas unidades de produção, reduzindo os consumos de referência. Desde 2024 que as operações da empresa são alimentadas por eletricidade 100% renovável; em 2026, a Central de Cervejas e Bebidas assinala um dos marcos mais importantes na transição da energia térmica para fontes renováveis.
A partir de agora, entra em funcionamento, na Cervejeira de Vialonga, um dos projetos mais críticos na sua Jornada de Descarbonização, fundamental para a redução das emissões ligadas à energia térmica, numa parceria tecnológica com a Siemens Portugal: um sistema de recuperação de energia baseado numa bomba de calor.
Esta solução representa um investimento de 33,5 milhões de euros, cofinanciada parcialmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência em 8,8 milhões de euros, e vai permitir a redução em cerca de 50% das emissões de CO2 associadas à energia térmica (o equivalente a 7.381 toneladas por ano), estimando-se ganhos de eficiência energética na ordem dos 39%, face ao início do projeto.
O sistema irá gerar energia térmica recuperando o calor excedente proveniente dos processos de refrigeração e utilizando eletricidade produzida a partir de fontes renováveis (solar/eólica). A energia térmica resultante é distribuída através de um circuito de água quente, substituindo parcialmente o vapor gerado pelas caldeiras a gás natural.
“Na Central de Cervejas e Bebidas, queremos liderar e acelerar a descarbonização da indústria cervejeira, apoiando as ambições globais da HEINEKEN e mostrando que é possível conciliar crescimento económico, inovação industrial e sustentabilidade. Este projeto é um exemplo concreto dessa visão: resulta da colaboração entre parceiros de excelência e com elevada experiência, de investimento próprio privado com apoio das políticas públicas e da determinação das nossas equipas. Mais do que reduzir emissões, estamos a reinventar a forma como produzimos, tornando a nossa operação mais eficiente, resiliente e preparada para os desafios do futuro”, comenta Julien Haex, diretor-geral da Central de Cervejas e Bebidas.
Sofia Tenreiro, CEO da Siemens em Portugal, complementa: “Este projeto com a Central de Cervejas e Bebidas é um exemplo de tecnologia com propósito. No coração da solução está uma Bomba de Calor de alta temperatura de 6 megawatts — uma das primeiras a esta escala em Portugal — que recupera energia antes desperdiçada. Isto só foi possível graças a uma parceria entre duas empresas que combinam conhecimento industrial e tecnológico e partilham a mesma visão de que a inovação e a tecnologia são o caminho mais eficaz para uma indústria mais sustentável, mais eficiente e mais competitiva”.
O projeto da Bomba de Calor está alinhado com os objetivos da política climática do Governo português, ao contribuir para a redução de emissões de gases com efeito de estufa, para o aumento da eficiência energética e para acelerar a transição para energias renováveis.
Jean Barroca, Secretário de Estado Adjunto e da Energia em Portugal, que marcou presença na inauguração, destaca: “Falamos muitas vezes de transição energética como se fosse apenas um conjunto de planos, metas e regulamentos. Mas a verdade é que a descarbonização da economia decide-se aqui, no chão de uma fábrica, onde cada euro investido tem de fazer sentido em dois planos ao mesmo tempo – o ambiental e o económico. Durante demasiado tempo, ouvimos dizer que era preciso escolher entre produzir mais e poluir menos, mas projetos como este mostram precisamente o contrário. Quando a sustentabilidade e a competitividade caminham lado a lado, é possível reduzir a dependência energética do exterior, criar valor para a economia e reforçar a capacidade do país para decidir o seu próprio futuro”.
Em 2028, prevê-se que as emissões remanescentes ligadas às necessidades de energia térmica serão reduzidas com recurso a uma bateria térmica que armazena eletricidade renovável sob a forma de calor de alta temperatura, fornecendo vapor livre de emissões de carbono, e que será carregada com energia renovável (numa parceria tecnológica com EDP/Rondo, já anunciada em novembro do ano passado).
Ao atingir a neutralidade carbónica na produção até 2030, a Cervejeira de Vialonga passará a produzir cerveja com energia 100% renovável, tendo em vista a meta de descarbonização de toda a sua cadeia de valor até 2040.
Para saber mais sobre o programa de sustentabilidade da Central de Cervejas e Bebidas, visite o website
https://www.centralcervejas.pt/pt/sustentabilidade/os-nossos-compromissos/

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