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Projetos cofinanciados apostam na valorização de subprodutos e desperdício alimentar para desenvolver soluções mais sustentáveis

Compete 2030 apoia inovação alimentar com adoçantes saudáveis, proteínas sustentáveis e enchidos vegetais

01/06/2026

Três operações cofinanciadas pelo Compete 2030 estão a impulsionar a inovação no setor alimentar português através da valorização de recursos subutilizados e do desenvolvimento de novos produtos sustentáveis. Os projetos HealthierSweet, PEPTI9 e Beiralma apostam em soluções ligadas à economia circular, à biotecnologia e à alimentação funcional.

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O Compete 2030 está a apoiar três projetos de inovação no setor alimentar que procuram transformar desperdícios e subprodutos em novos ingredientes e alimentos sustentáveis. As operações HealthierSweet, PEPTI9 e Beiralma foram envolvem empresas e instituições científicas focadas no desenvolvimento de soluções para a alimentação humana e animal.

O projeto HealthierSweet, promovido pela WildBran em copromoção com a Universidade Católica Portuguesa, pretende transformar fruta rejeitada por critérios estéticos em xaropes, pastas adoçantes, farinhas ricas em fibra e produtos funcionais com melhor perfil nutricional. A iniciativa utiliza frutas como maçã, pera, figo e alperce e assenta numa lógica de economia circular e aproveitamento integral das matérias-primas.

Segundo a informação divulgada, a operação procura responder simultaneamente ao desperdício alimentar e à procura crescente por alternativas nutricionalmente mais equilibradas. O desenvolvimento tecnológico inclui processos de hidrólise térmica e enzimática, preservação de nutrientes e caracterização funcional dos ingredientes produzidos.

Já o PEPTI9 – Proteínas e Péptidos Bioativos e Inovadores para Nutrição Sustentável é promovido pela Biorbis, também em copromoção com a Universidade Católica Portuguesa. O projeto aposta na utilização de leveduras provenientes das indústrias da cerveja, do vinho e do etanol para criar ingredientes bioativos destinados à nutrição humana e animal.

A operação pretende desenvolver compostos ricos em péptidos, aminoácidos, glucanas e outros elementos bioativos, recorrendo também a ferramentas de bioinformática e inteligência artificial para acelerar a identificação de moléculas com potencial funcional. Entre as aplicações previstas estão ingredientes para aquacultura, alimentação canina e suplementos alimentares.

O projeto Beiralma centra-se no desenvolvimento de enchidos vegetarianos e vegan a partir de subprodutos das indústrias do azeite e do vinho, nomeadamente bagaço de azeitona e bagaço de uva. A iniciativa é liderada pela Fumeiro de Seia e conta com a participação da Universidade Católica Portuguesa, da BLC3, do Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia para o Habitat (CECOLAB) e da Azeites do Cobral.

A operação pretende criar alimentos de base vegetal inspirados nos sabores tradicionais portugueses, recorrendo a técnicas de texturização, fermentação e fumagem para aproximar sabor e textura dos enchidos convencionais. O projeto prevê ainda diferentes níveis de consistência e a utilização de invólucros sustentáveis.

De acordo com o Compete 2030, os três projetos demonstram o potencial da inovação para reforçar a sustentabilidade, promover a valorização de recursos subaproveitados e aumentar a competitividade da indústria alimentar portuguesa.

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