O projeto SolarFish, uma operação cofinanciada pelo Compete 2030, pretende desenvolver um sistema integrado para a gestão da aquacultura com recurso a energia solar. A iniciativa, que decorre até setembro de 2027, aposta na automatização, monitorização e otimização da produção aquícola, aliando sensores, controlo em tempo real e painéis fotovoltaicos para aumentar a eficiência e promover a sustentabilidade do setor.
O projeto SolarFish está a desenvolver uma solução tecnológica destinada a tornar a atividade aquícola mais eficiente, automatizada e sustentável, através da combinação entre monitorização inteligente e produção de energia fotovoltaica.
A operação, cofinanciada pelo Compete 2030, representa um investimento elegível de 2.759.895,04 euros e tem execução prevista entre 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2027. O objetivo passa pelo desenvolvimento de uma plataforma integrada capaz de controlar, monitorizar e otimizar os processos produtivos da aquacultura, em simultâneo com a produção de eletricidade através de painéis solares.
A iniciativa é liderada pela Figueirafish – Produção e Comércio de Peixe, Lda, e conta ainda com a participação da Universidade de Coimbra, Wiseware, Alphabet Sphere – Tecnologia de Informação, Steeltrax e a Seapower – Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar. O projeto está enquadrado no programa PT2030, no âmbito do aviso SIID – I&D Empresarial – Operações em Copromoção.
Segundo a informação divulgada pela Universidade de Coimbra, o sistema será totalmente automatizado e sensorizado, permitindo recolher e tratar dados em tempo real sobre os parâmetros da água e do ambiente produtivo. O objetivo passa por apoiar uma gestão mais eficiente das explorações aquícolas e facilitar a tomada de decisão operacional.
Uma das componentes centrais do SolarFish é a integração de estruturas de sombreamento equipadas com painéis fotovoltaicos. Além da produção de energia elétrica, esta solução contribui para a manutenção de condições equilibradas no meio aquático, favorecendo o desenvolvimento dos peixes.
De acordo com os promotores, a automatização do processo produtivo poderá também reduzir custos operacionais e diminuir a dependência de tarefas intensivas em mão de obra, permitindo aos profissionais concentrarem-se em funções de maior valor acrescentado, como o controlo de qualidade, a supervisão técnica e a gestão da produção.
O projeto pretende ainda responder às exigências ambientais do setor agroalimentar, através da utilização de energia renovável e da otimização de recursos. A redução de desperdícios, a diminuição da intervenção manual e o reforço do bem-estar animal são apontados como algumas das vantagens esperadas da solução em desenvolvimento.
A operação SolarFish está associada à área científica de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra e tem como investigador responsável Luís Alberto Proença Simões da Silva. A área de intervenção do projeto localiza-se na região de Aveiro, nomeadamente em Ílhavo e Gafanha da Encarnação.
Para os parceiros envolvidos, a iniciativa poderá contribuir para acelerar a modernização da aquacultura nacional e reforçar o posicionamento de Portugal na Economia do Mar, através do desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à produção alimentar sustentável.
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