Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa
Relatório internacional avalia capacidade dos países para garantir alimentação suficiente face a crises e choques globais

Portugal entre os sistemas alimentares mais resilientes

20/03/2026

Portugal apresenta um dos sistemas alimentares mais resilientes do mundo, com uma pontuação de 76,83 pontos, segundo o Resilient Food Systems Index: Global Report, estudo da Economist Impact, que analisa a capacidade dos países para assegurar alimentos suficientes, acessíveis e nutritivos mesmo perante perturbações económicas, climáticas ou logísticas.

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Produção concentrada aumenta risco global

O índice revela que apenas 15 países produzem 70% dos alimentos mundiais e que a maioria destes também integra o grupo dos maiores exportadores, responsáveis por mais de 60% das exportações globais. Esta concentração significa que fragilidades locais podem gerar efeitos em cadeia nos mercados internacionais.

Apesar de vários grandes produtores e exportadores apresentarem resultados acima da média global, nenhum demonstra robustez suficiente para proteger o sistema alimentar mundial de perturbações significativas.

Clima continua a ser o ponto mais frágil

A resposta ao risco climático surge como o pilar mais fraco do índice, com uma média global de 56,43 pontos. O relatório indica que, embora muitos países invistam em investigação agrícola de baixas emissões e em práticas agrícolas sustentáveis, o compromisso político com medidas de mitigação e adaptação permanece reduzido.

De acordo com o estudo, a limitação não está na inovação, mas na implementação efetiva de metas específicas para o setor agrícola e em planos concretos de execução.

Acessibilidade alimentar esconde fragilidades nutricionais

Os países analisados apresentam, em geral, bons resultados na acessibilidade económica dos alimentos. Contudo, o índice alerta que, em 62% dos países, a dieta saudável mais barata representa cerca de dois terços do rendimento das famílias mais pobres, evidenciando vulnerabilidades persistentes.

O relatório aponta três fatores essenciais para tornar dietas saudáveis mais acessíveis: políticas fiscais que favoreçam alimentos nutritivos, orientações alimentares alinhadas com sustentabilidade e saúde pública, e comércio internacional aberto e diversificado.

Infraestruturas e mercados determinam resiliência

O estudo destaca ainda que a melhoria da disponibilidade alimentar depende fortemente de infraestruturas básicas, como eletricidade, transportes, conectividade e cadeias de frio. Apesar do apoio generalizado à adoção de tecnologias agrícolas, os ganhos são mais significativos quando acompanhados por investimento público e privado nestas bases estruturais.

A Economist Impact sublinha que muitos agricultores continuam a captar retornos limitados devido a custos de transporte elevados, regras comerciais fragmentadas e insuficiência de cadeias logísticas refrigeradas, consideradas essenciais para reduzir desperdícios e melhorar o acesso ao mercado.

Segundo o relatório, reforçar ligações entre produção, armazenamento e distribuição permitirá transformar ganhos de produtividade em rendimentos mais elevados e maior estabilidade alimentar a longo prazo.

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