Os associados da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal – registaram 112 mil toneladas de azeite extraído na campanha 2025/2026, confirmando uma ligeira queda face ao período anterior, em linha com as previsões da associação.
A quebra reflete um ano de contrassafra, influenciado por condições climáticas adversas: temperaturas elevadas durante o verão e chuvas intensas ao longo da campanha. Gonçalo Moreira, responsável da Olivum, explica: “O início da campanha ficou marcado por temperaturas muito elevadas e ausência prolongada de precipitação até ao Outono, o que condicionou o rendimento em azeite nas primeiras semanas. Contudo, com a descida das temperaturas, os rendimentos de extração melhoraram progressivamente, permitindo alcançar um valor final em linha com as previsões iniciais da Olivum.”
Segundo o comunicado, a redução não foi mais acentuada graças à entrada em produção de novos olivais. Além disso, não foram registadas incidências relevantes de pragas ou doenças, garantindo elevados padrões de qualidade e mantendo uma percentagem muito significativa de azeite virgem extra – fator que reforça o posicionamento internacional de Portugal nesta categoria.
A Olivum sublinha que estes resultados evidenciam a resiliência e capacidade de adaptação do setor olivícola nacional, que continua a destacar-se pela qualidade do azeite produzido, mesmo perante a variabilidade climática.
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