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COMPETE 2030 apoia valorização integral na indústria orizícola

RISE-SUP transforma subprodutos do arroz em embalagens e suplementos sustentáveis

20/02/2026

A operação Reaproveitamento Integral de Subprodutos do Arroz para Embalagens e Suplementos (RISE-SUP), promovida pela Novarroz – Produtos Alimentares, S.A e cofinanciada pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2030), aposta na conversão de casca, farelo, gérmen e trincas de arroz em soluções inovadoras para as áreas alimentar e dos materiais, reforçando a economia circular no setor.

Foto: Compete 2030
Foto: Compete 2030.

A iniciativa RISE-SUP surge como resposta aos desafios ambientais e económicos associados à fileira do arroz. Desenvolvida pela Novarroz, em copromoção com a Universidade de Aveiro e com apoio do COMPETE 2030, a operação pretende valorizar subprodutos tradicionalmente encaminhados para aplicações de baixo valor acrescentado.

Num cenário em que, à escala global, milhões de toneladas destes materiais são geradas anualmente, muitas vezes destinadas a ração animal ou incineração, o projeto propõe a sua conversão em recursos com aplicação industrial. Casca, farelo, gérmen e trincas apresentam elevados teores de proteínas, amido, celulose e antioxidantes, componentes com potencial para integrar novos produtos alimentares e soluções de base biológica.

Segundo Pedro Lopes, CFO da Novarroz e responsável pela operação, o RISE-SUP constitui “um passo decisivo” na valorização sustentável destes materiais, ao alinhar inovação tecnológica com os princípios da economia circular. A iniciativa prevê o desenvolvimento de embalagens biodegradáveis e ativas, bem como de suplementos alimentares funcionais.

A Novarroz assegura a caracterização e seleção dos subprodutos, a validação das novas soluções e a integração de processos sustentáveis no seu modelo de negócio. Já a Universidade de Aveiro contribui com conhecimento científico nas áreas da formulação de bioplásticos, extração de compostos bioativos e técnicas de encapsulação.

O projeto estrutura-se em seis atividades interligadas, desde o estudo técnico-científico até à validação, à escala piloto, de provas de conceito. Entre as metas definidas estão a identificação de, pelo menos, três subprodutos com potencial para novas aplicações, o desenvolvimento de métodos de extração com eficiência mínima de 80% e a criação de alimentos funcionais com níveis de bioacessibilidade e biodisponibilidade superiores a 80%.

A operação assenta em quatro eixos principais: extração sustentável de compostos bioativos do farelo e do gérmen; produção de alimentos ready-to-eat enriquecidos com compostos encapsulados; desenvolvimento de termobioplásticos flexíveis ativos; e criação de materiais rígidos ou semirrígidos à base de amido proveniente destes subprodutos.

De acordo com Pedro Lopes, o financiamento do COMPETE 2030 é determinante para reduzir o risco associado à investigação e desenvolvimento, acelerar a transferência de conhecimento e potenciar o impacto económico, ambiental e social dos resultados. Entre os efeitos esperados estão a introdução de embalagens biodegradáveis com propriedades antioxidantes, o reforço da capacidade de I&D na valorização de subprodutos agrícolas, a redução da pegada carbónica do processo produtivo da empresa e a criação de novas oportunidades em mercados ligados à economia circular.

Através da conversão de resíduos em soluções de maior valor, o RISE-SUP procura reforçar a competitividade e a sustentabilidade do setor do arroz em Portugal.

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