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Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa

Exportações de frutas, legumes e flores valem 2,6 mil milhões de euros

12/02/2026

A Portugal Fresh anunciou hoje que as exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025 para 2,6 mil milhões de euros, atingindo mais um recorde anual.

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A União Europeia é o principal destino das exportações deste setor, absorvendo 83,6% do valor. O principal cliente externo da produção nacional de frutas, legumes e flores é Espanha, que vale 39% do total das exportações em valor. Seguem-se França (13%), Países Baixos (9%), Alemanha (8%) e Reino Unido (6%).

De acordo com os dados do INE, compilados pela Portugal Fresh, as frutas mais exportadas são, por esta ordem, os pequenos frutos (com destaque para a framboesa), o tomate preparado ou conservado, os citrinos (destaque para a laranja), os frutos de casca rija (destaque para a amêndoa), o tomate fresco e a pera.

“O constante crescimento das exportações de frutas, legumes e flores é, sem dúvida, um orgulho para as empresas produtoras e demonstra que o setor agrícola e alimentar nacional é competitivo e apresenta qualidade nos seus produtos”, afirma Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal.

“Quando falamos das exportações, importa reforçar a importância do Acordo de Comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul. Esta é uma oportunidade globalmente positiva para o agroalimentar português – principalmente nas frutas – e europeu, já que possibilita o acesso a um mercado de 270 milhões de consumidores. Também o Acordo União Europeia-Índia que vai permitir às empresas portuguesas exportar mais, de forma mais simples e barata, para este gigante asiático, é de extrema importância. Para crescermos é necessário abrir novos mercados com uma diplomacia económica eficaz”, sublinha.

No entanto, a Portugal Fresh alerta para os graves prejuízos que a Depressão Kristin provocou na agricultura, com culturas totalmente destruídas pela força do vento e da água. “Só poderemos continuar a ser competitivos se apoiarmos os produtores nacionais que foram fortemente afetados. Apoiar o setor das frutas, legumes e flores, bem como o setor agroalimentar e florestal em geral, não é apenas uma questão de solidariedade para com os agricultores: é uma decisão estratégica para o país. É preciso olhar para a economia rural e assegurar que os produtos produzidos no nosso país continuarão a chegar à nossa mesa e aos mercados de exportação”, afirma.

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