Nos próximos dois anos, o número de auditorias realizadas em países extracomunitários será igualmente reforçado, com um aumento de 50%, prevendo-se ainda “um acompanhamento mais rigoroso” dos produtos e dos países que não cumprem a legislação comunitária.
Várhelyi anunciou também a criação de um novo programa de formação dirigido a cerca de 500 funcionários nacionais responsáveis pelos controlos, bem como a constituição de um grupo de trabalho destinado a “aumentar a eficiência” das inspeções.
Paralelamente, a Comissão Europeia irá atualizar as normas para permitir a importação de produtos que contenham vestígios de pesticidas particularmente perigosos, atualmente proibidos na UE, em linha com as normas internacionais recentemente revistas.
“Enquanto principal comerciante mundial de alimentos, a UE deve garantir que qualquer produto de origem animal, vegetal ou alimentar proveniente de outros países cumpre as nossas rigorosas normas de saúde e segurança”, afirmou o comissário.
Oliver Várhelyi assegurou ainda que esta iniciativa não visa responder aos receios de França quanto à eventual entrada em vigor do acordo entre a UE e o Mercosul, ao qual Paris se opõe por considerar que poderá prejudicar os seus agricultores. “Este não é um tema do Mercosul”, sublinhou, acrescentando que o reforço dos controlos será aplicado a todos os países extracomunitários.
ialimentar.pt
iAlimentar - Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa