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Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa

As embalagens podem reduzir o desperdício alimentar e ser sustentáveis?

Renata Monteiro Costa | Marketing Manager da Tetra Pak Ibéria24/01/2023
A população mundial continua a crescer e antevê-se que alcance os 9.1 milhões de habitantes em 2050, o que irá levar a um aumento de 70% na quantidade de alimentos a serem produzidos e distribuídos para dar resposta à procura.
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Contudo, apesar das necessidades alimentares continuarem a crescer, os valores do desperdício alimentar são motivo de preocupação. Um terço dos alimentos produzidos para o consumo humano são desperdiçados, quando a recuperação de, pelo menos, metade dos bens alimentares seria suficiente para alimentar todo o planeta – aquando 8,9% da população mundial sofre de fome (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).
Tendo em conta este cenário, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, é necessário resolver este problema, sobretudo, através da forma como os alimentos são transportados. Ou seja, a embalagem pode, e deve, ser a solução para esta questão, uma vez que aumenta o ciclo de vida dos bens alimentares, diminui o desperdício alimentar e garante o acesso generalizado a alimentos seguros e nutritivos.

Um exemplo da relevância do papel da embalagem neste tema é a comparação possível entre a África subsariana, onde cerca de 10% do leite é desperdiçado devido a soluções de embalamento inadequadas e uma má distribuição, e a Europa, em que apenas 0,5% do leite é desaproveitado, em fase de produção. Estes valores ilustram a importância do embalamento e transporte adequados dos produtos alimentares, pelo que a embalagem tem de ser encarada como a chave para alimentar o mundo de forma segura.

Não obstante, apesar da relevância da embalagem perante o cenário referido, esta tem de cumprir a sua função com o menor impacto ambiental possível. Desta forma, a própria origina alguns desafios para o mercado, que vão desde o seu possível contributo para as alterações climáticas, a diminuição da biodiversidade e o aumento dos resíduos.

É perante estes desafios que o mercado tem vindo a trabalhar na criação de uma embalagem sustentável. São várias as mudanças que podem ser feitas rumo a este objetivo comum e que passam, sobretudo, pelas matérias-primas utilizadas na constituição da embalagem, a redução da pegada de carbono na produção, aumento da economia circular e, também, da reciclagem.

Tudo isto pode ser feito pela indústria através de pequenas mudanças que resultam numa embalagem com menos emissões de CO2. A definição e cumprimento de objetivos de redução da pegada de carbono, substituição de plástico de origem fóssil por plástico de origem vegetal, uso de energia renovável nas operações, utilização de matéria-prima proveniente de fontes certificadas e renováveis, parcerias com outros players da indústria em prol do bem e evolução comum e, também, campanhas de incentivo à economia circular e reciclagem, são algumas das medidas que têm vindo a ser implementadas e que fazem parte da jornada rumo a uma embalagem totalmente renovável, reciclável e neutra em carbono.

É isto que temos vindo a fazer e que desafiamos todo o setor a, também, implementar, enquanto agentes de mudança que podem contribuir para a produção e disponibilização de produtos mais sustentáveis no mercado.
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Renata Monteiro Costa.

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