Murrelektronik: Emparro fontes de alimentação de última geração
Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa
Novo sistema de embalagem e controlo otimiza o tempo de conservação dos alimentos mediterrânicos

Tecnologias de informação para melhorar o prazo de validade dos produtos frescos

Redação Interempresas/Induglobal22/11/2021

O projeto BioFreshCloud, financiado pelo programa PRIMA-MED da União Europeia e pelo Ministério da Ciência e Inovação de Espanha, foi criado para melhorar o prazo de validade de dois produtos mediterrânicos frescos (tomates e morangos), embora tenha como objetivo obter resultados aplicáveis a outros produtos vermelhos. Hoje em dia, num mercado mais globalizado, as cadeias de distribuição são de longa distância e este projeto europeu pretende melhorar a qualidade do produto consumido pelo utilizador final, utilizando tecnologias sustentáveis e inovadoras.

Fernando Pérez Rodríguez, coordenador do projeto na Universidade de Córdoba, explica que a ideia passa por combinar tecnologias de informação e comunicação (blockchain, indústria 4.0 e sistemas especializados) com embalagens sustentáveis através de modelos matemáticos, de modo a que, no final, a vida útil destes produtos, nos seus diferentes formatos, seja mais longa e de melhor qualidade.

O objetivo é reforçar a indústria alimentar na bacia do Mediterrâneo com tecnologias inovadoras, melhorando a logística e reduzindo assim os resíduos. “Mais qualidade, maior prazo de validade e menos desperdício”, acrescenta o responsável.

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Um grupo de investigação da Universidade de Córdoba está a conceber embalagens sustentáveis a partir de resíduos gerados durante a colheita de tomate e morango e está a trabalhar num novo sistema de controlo especializado que prevê o prazo de validade e a deterioração dos alimentos frescos.
A proposta desenvolve uma abordagem integrada, inovadora e amiga do ambiente para avaliar o prazo de validade destes dois alimentos, minimizando assim potenciais perdas através da combinação de tecnologias de biopreservação alimentar.
A equipa de investigação da UCO começou com o desenvolvimento das embalagens, otimizando técnicas de biorefinaria para obter materiais de última geração (nanofibras de celulose) a partir de resíduos agrícolas gerados durante o próprio cultivo de tomate e morangos. Também trabalham com resíduos extraídos da colheita da framboesa como alternativa aos morangos. O objetivo final é desenvolver um material de embalagem funcional, combinado com agentes bioprotetores, que possa ser utilizado para uma variedade de produtos, tanto vegetais como não vegetais.
Os resultados esperados incluem a possibilidade de criar uma patente sobre o procedimento de obtenção da embalagem e outra sobre o sistema informático para cadeias de distribuição. Este último propõe integrar modelos matemáticos de deterioração sensorial, referentes a fatores organoléticos, e de segurança alimentar do produto, relacionados com a microbiologia do produto, para que possam ser aplicados em tempo real durante a logística. Estes protótipos preveem a deterioração e possível deterioração dos alimentos com base em informações obtidas a partir da cadeia alimentar.
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Equipa de investigação do projeto BIOFRESHCLOUD.
A participação no projeto europeu BioFreshCloud tem sido uma oportunidade para o grupo de investigação reforçar os laços com os cientistas de todo o mundo e partilhar conhecimentos e novas formas de trabalho.
O projecto BIOFRESHCLOUD- Enhancing Mediterranean Fresh Produce Shelf-life using Sustainable Preservative Technologies and communicating knowledge on dynamic shelf-life using Food Cloud Services and Predictive Modelling' (PRIMA-S2-2019-PCI2020-112015) é financiado pela União Europeia através da PRIMA-S2-2019 e da Programação Conjunta PCI 2020 do Ministério da Ciência e Inovação espanhol.
Jaba: tradução 4.0

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