Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa

Projeto REFUCOAT: embalagens de alimentos totalmente recicláveis com propriedades melhoradas de barreira contra gases e novas funcionalidades através da utilização de revestimentos de alto desempenho

Bacteriófagos para prevenir a salmonela em embalagens sustentáveis

Redação Induglobal28/05/2021

A AINIA está a estudar a aplicação de bacteriófagos, o que representa um avanço no que diz respeito às embalagens ativas para melhorar as propriedades de novas embalagens biodegradáveis ou recicláveis provenientes de fontes renováveis, e que permitirá substituir as atuais embalagens de barreira multicamada. Estão a ser realizados testes em diferentes embalagens de base biológica (biodegradáveis e recicláveis) para frango, cereais e batatas fritas (snacks).

A economia circular e a gestão sustentável dos recursos são conceitos com cada vez maior presença nos processos da indústria alimentar. As empresas de alimentação, conscientes da importância do seu contributo para o ambiente, estão a trabalhar em diferentes âmbitos no combate contra as alterações climáticas. Neste sentido, a procura de novas embalagens mais sustentáveis para alimentos e bebidas assume um grande protagonismo.

foto
Novas embalagens sustentáveis permitirão conservar alimentos frescos mais tempo, prescindindo de materiais metalizados e atmosferas modificadas.

No entanto, os materiais biodegradáveis que se utilizam atualmente nas embalagens de alimentos ainda não alcançaram as propriedades de segurança e durabilidade das embalagens convencionais. O projeto REFUCOAT, no qual a AINIA participa, está a trabalhar no desenvolvimento de novas embalagens de base biológica que incluam revestimentos híbridos com propriedades de barreira contra gases, antioxidantes e antimicrobianas, a fim de se poderem utilizar em películas e cuvetes para alimentos.

Mais concretamente, a AINIA está a investigar, juntamente com a empresa Manor Farm, a inclusão de substâncias antimicrobianas, incluindo bacteriófagos, para reduzir ou limitar a proliferação de microrganismos (aumento de vida útil), assim como para prevenir a salmonela nas embalagens de frango (segurança alimentar).

Os novos revestimentos híbridos funcionais que se estão a desenvolver no âmbito do projeto REFUCOAT, poderão substituir as opções mais convencionais que implicam um processo de reciclagem complexo e dispendioso. Segundo Concha Bosch, do departamento de tecnologias da embalagem da AINIA: “as soluções nas quais estamos a trabalhar correspondem às inovações mais disruptivas para se conseguir a transferência para o setor e promover na indústria o avanço da economia circular, mas sem renunciar à funcionalidade da embalagem alimentar”.

foto
Serão desenvolvidas novas embalagens baseadas em bio-PET e Bio-PE combinados com novos revestimentos híbridos e ativos.

Com uma duração de quatro anos, o objetivo do projeto REFUCOAT é desenvolver diferentes embalagens totalmente recicláveis e biodegradáveis, para a sua utilização com alimentos como frango, pão ralado e batatas fritas, que cumpram as caraterísticas de segurança necessárias, pelo que: “dependendo do fator principal que afete a degradação de cada alimento (humidade, oxigénio, proliferação de microrganismos, etc.), as caraterísticas da embalagem e o processo de desenvolvimento serão diferentes. Estas embalagens finais terão propriedades mecânicas, térmicas e de barreira adequadas, pelo que representarão uma alternativa sustentável às atuais embalagens de barreira multicamada”, acrescentou Concha Bosch.

A AINIA participa no projeto europeu Horizonte 2020 REFUCOAT, liderado pelo AIMPLAS, juntamente com a Miplast, Iris, Manor, Dacsa, Grupo Apex, Biopolis, Thünen, CIB-CSIC, EUFIC e Fraunhofer.

Jaba: tradução 4.0

Subscrever a nossa Newsletter

Password

Marcar todos

Autorizo o envio de newsletters e informações de interempresas.net

Autorizo o envio de comunicações de terceiros via interempresas.net

Li e aceito as condições do Aviso legal e da Política de Proteção de Dados

ialimentar.pt

iAlimentar - Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa

Estatuto Editorial